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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Drops da sexta

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Parceria preciosa

Recentemente falei aqui sobre O filho da noiva (2001), belíssimo filme escrito e dirigido por Juan José Campanella (diretor/co-roteirista do premiado O segredo dos seus olhos, 2009). Pois bem, eis outro presente do diretor argentino: O clube da lua (Luna de Avellaneda, Argentina, 2004). São duas pequenas jóias; comum aos dois filmes, a mesma sensibilidade, a mesma verve, os mesmos choros e os mesmos risos, além das atuações deliciosas (e despretensiosas) de Ricardo Darín e Eduardo Blanco.

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Puxa-saquismo é tema de artigo acadêmico

Abaixo, link para o artigo da revista eletrônica Educação Pública, com o qual colaborei. Assinado por Tatiana Serra, o artigo trata de um tema que pode até ser delicado, mas não deixa de ter a sua comicidade: o 'puxa-saquismo'. O convite para colaborar com o artigo partiu a propósito da crônica Puxa-saquismo genético?, publicada aqui no Diabo. Confira o artigo:


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Oneness no CCBB, Brasília

Pela primeira vez no Brasil, uma mostra ampla e abrangente da artista japonesa contemporânea Mariko Mori, que utiliza o design e a arte de vanguarda para compor elementos de engenharia de ponta, interativos e de forte impacto físico e visual. A exposição apresenta dez trabalhos de alta complexidade tecnológica, que ocuparão todos os espaços expositivos do CCBB Brasília. (Detalhes, aqui)

(e, aos curiosos, os oneness)

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Quanto ao mais, até breve. O Diabo em recesso até fim do mês. Motivo: duvide se tão merecidas, mas não duvide que muito esperadas... FÉRIAS!!!

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pseudo

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Há pessoas “invejáveis” neste mundo.

Pessoas elegantes, influentes, articuladamente céticas, superficialmente intelectuais, ligeiramente pacifistas, vagamente humanistas...

Humanistas de um humanismo irresoluto, que flutua oscilante acima da humanidade, mais pelo hábito congênito de apequenar tudo o que se refere à grande massa de desvalidos do que pela simpatia às aspirações desta mesma massa. Aquele tipo de humanismo oportunista, acadêmico, com pitadas de comunismo retórico, meramente formal... E conforme a moda.
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Invejáveis?...
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Ilha das Flores

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Ilha das Flores
(1989, direção de Jorge Furtado, duração: 13 min)

Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho. Sempre atual.




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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Importância

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Se existe a Verdade completa
Esta é a verdade que há
Que um dia a voz do poeta
Calará...


Se eu tenho certezas antigas
Há uma que nunca me esquece
Que o som das velhas cantigas
Emudece...


Do muito o que foi-te ensinado
Um nada ficou no lugar
Que tudo está condenado
A acabar...


Das coisas que não se duvida
De todas se duvidará
De certo está que a vida
Morrerá...


O tudo que eu sei que sabia
É o nada que eu não saberei
Do resto está que um dia
Não serei…

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Filho da Noiva - do riso ao choro em 24 quadros

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Um quarentão divorciado, escravo do trabalho e um tanto frustrado, enfrenta suas crises: a bela e jovem namorada exige mais atenção e comprometimento; a ex-mulher cobra mais atenção à filha pré-adolescente que, por sua vez, se afasta dele e se aproxima do namorado da mãe; o negócio do charmoso restaurante herdado do pai até que vai mais ou menos, mas consome todo seu tempo e energia; o pai nostálgico e romântico meteu na cabeça a ideia de se casar na igreja com a própria esposa depois de 44 anos de união; a mãe, mulher outrora forte e espirituosa, é portadora do Mal de Alzheimer e está internada em um asilo.

Inesperadamente, aparece um amigo de infância que ele não vê há décadas. Sujeito do tipo frustrado e solitário, mas engraçado e boa gente, o tal amigo (pensa que) se apaixona pela namorada de Rafael (esse é o nome do quarentão). Namorada que, a propósito, está há um passo de deixá-lo, não por falta de amor, mas por falta. Pra completar, um ataque cardíaco o deixa no hospital por quinze dias e o faz repensar a vida. O nosso herói mergulha então no próprio umbigo... E se acha o pobre-coitado que ninguém entende, e se julga o empreendedor malsucedido que vive à sombra do pai, e reclamar ser homem cheio de responsabilidades que trabalha muito e ninguém reconhece...
A namorada apeia, o amigo se afasta, o restaurante é vendido, o pai está triste, a filha distante, a mãe doente... Ele, como todo homem, é um menino, e como todo menino, quer ser mimado, quer alguém pra pegá-lo no colo, mas não enxerga mais ninguém além de si próprio. Entretanto, com o talento de alguns e a ajuda de todos, sobretudo dele mesmo, tudo isso vai mudar...

Trivial? Banal? Boa receita para um filminho interessante? Pode ser em alguns casos, mas em “O filho da noiva” (Argentina, 2001) a viagem segue para muito além do trivial, do banal, do meramente interessante...

“O filho da noiva” é um filme sensível e engraçado, que leva à lágrima espontânea pela emoção sem clichês e provoca o riso fácil pelo humor delicioso, sem recursos apelativos. A direção de Juan José Campanella é justa e limpa, a atuação de Ricardo Darín é impecável, o roteiro, plenamente verossímil e embora dramático, escapa do melodrama barato e piegas. É daquelas histórias sob medida para as pessoas que gostam de filmes bem feitos e ao mesmo tempo emocionantes, que levam da lágrima ao riso, e vice-versa, num estalar de dedos. Se você é dessas pessoas, e ainda não assistiu, recomendamos.

A propósito, devida menção seja feita ao cinema argentino dessa última década. Renascido das cinzas, revigorado apesar das crises e que tais, sua beleza e qualidade técnica se atestam por joias como O filho da noiva, Nove rainhas, Plata quemada, O segredo dos seus olhos e O pântano; e, ainda a conferir: O abraço partido, Kamchatka e Cinzas do Paraíso. Mais sugestões?
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