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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Bifes nas marinada

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INGREDIENTES


Para 4 pessoas

650-700 gramas de bifes (alcatra, miolo de alcatra, coxão mole, patinho etc).
Usei coxão mole cortados em bifes finos e grandes (cerca de 175 gramas cada).

Marinada:

3 colheres de sopa de óleo de canola
1 colher de sopa de suco de limão
1 colher de sopa de molho inglês
1 colher de sopa de molho de soja
1 a 2 colheres de chá de alho picado
1/2 colher de chá de pimenta do reino


PREPARO

Misture todos os ingredientes da marinada em um recipiente.

Coloque os bifes em um saco zip-lock grande.

Despeje a marinada sobre os bifes e sele o saco.

Coloque o saco em um recipiente plano e grande o suficiente (uma assadeira, ou a própria tábua de carnes) para que os bifes formem uma única camada; deixe em um lugar fresco.

Marinar por 2 horas, virando os bifes na metade do tempo.

Escorra a marinada e frite em um fio de óleo, ou asse na grelha.

Prove e corrija o sal somente após os preparo.

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Notas:

1) Como uso bifes grandes, frito um de cada vez numa frigideira anti-aderente (28 cm de diâmetro) com uma camada de óleo suficiente para não grudar. Entre cada porção, adiciono mais um fio de óleo e deixo reaquecer.

2) Para aproveitar os grumos e o caldo que ficam na frigideira após a fritura, adiciono mais um fio de óleo e frito, em fogo médio, uma cebola grande cortada em rodelas finas. Rego com um pouco de molho inglês e molho de soja, mexendo sempre até ficarem macias e douradas. No final, acrescento um pouco de água para afinar (e aumentar) o caldo.


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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Panquecas de batatas

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Modifiquei de uma receita de kartoffelpuffer, as panquecas alemãs de batatas. Receita original e imagem aqui.

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PANQUECAS DE BATATAS



INGREDIENTES

800 g de batatas
1 cebola média
1 ovo médio
1/2 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de farinha de rosca
2 colheres (sopa) rasas de queijo parmesão ralado
Sal a gosto
Óleo para fritar


PREPARO

Descasque e rale as batatas cruas e a cebola – use o ralo pequeno (2 mm) em forma de lágrima.
Misture em uma tigela grande e escorra o excesso de água – não precisa espremer.
Deixe a mistura descansar por 10 a 15 minutos e escorra novamente – sem espremer.
Adicione o queijo ralado.
Usando uma colher de madeira, misture primeiro o ovo depois as farinhas, aos poucos até obter uma massa uniforme cuja consistência permita retirar porções com uma colher de sopa.
Adicione sal a gosto e prove.
Em uma frigideira média, aqueça óleo (bem quente) suficiente para mergulhar as porções.
Retire porções com uma colher de sopa e com cuidado deixe escorrer até o óleo.
Abaixe a chama se perceber que está tostando muito rápido, mas aumente em seguida para não deixar o óleo esfriar demais.
Frite de ambos os lados até dourar.
Retire com espumadeira e coloque sobre papel toalha para escorrer o excesso de óleo; sirva quente.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Peito de frango ao alho

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Outra receita testada no fim de semana. Apenas quatro ingredientes, fácil preparo e uma boa surpresa no final, embora o sabor peculiar da combinação de alho e açúcar mascavo não tenha agradado a todos, especialmente a meninada. Para eles assei uns gomos de linguiça e todo mundo ficou feliz.

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PEITO DE FRANGO AO ALHO

INGREDIENTES

4 filés de peito de frango (700 a 800 g)
4 dentes de alho picados
4 colheres de sopa de açúcar mascavo
Azeite de oliva


PREPARO

Tempere o frango com sal e pimenta do reino a gosto.
Pré-aqueça o forno a 260° e unte levemente um refratário.
Aqueça uma panela pequena, adicione o azeite e refogue o alho em fogo médio até amaciar (de 2 a 3 minutos); retire do fogo, adicione o açúcar mascavo e misture bem.
Disponha os peitos de frango no refratário untado e cubra com a mistura de alho e açúcar mascavo.
Asse descoberto ainda no fogo alto por cerca de 30 minutos (mais ou menos, dependendo da altura dos filés). Verifique o cozimento espetando um garfo, corrija o sal e a pimenta do reino.

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Tilápia na crosta de parmesão

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Receita testada no fim de semana. Funcionou bem, mas ficou picante por causa da combinação de pimenta do reino e páprica. Em geral, por causa do sabor mais suave, nos filés de peixe a ardência tende a ficar mais acentuada. Nota: próxima vez usar páprica doce ou diminuir a pimenta do reino.

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TILÁPIA NA CROSTA DE PARMESÃO


INGREDIENTES

3/4 de xícara de queijo parmesão ralado na hora
2 colheres de chá de páprica
1 colher de sopa de salsinha
4 filés de tilápia (cerca de 1/2 Kg)
Sal e pimenta do reino
1 limão em fatias


INSTRUÇÕES

Pré-aqueça o forno a 200⁰C.
Em um prato raso, misture o queijo, a páprica e a salsa e tempere com sal e pimenta.
Regue o peixe com azeite e empane com a mistura de queijo.
Disponha os filés em um refratário e cubra com papel alumínio.
Asse por 10 a 12 minutos, ou até que por dentro os filés estejam opacos na parte mais grossa.
Sirva com fatias de limão.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Batatas assadas com bacon, queijo e salsa

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Esse Diabo anda meio sem assunto, então vou aproveitar o espaço para guardar umas receitas - testadas e aprovadas. Segue a primeirona.

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BATATAS ASSADAS COM QUEIJO, BACON E SALSA



INGREDIENTES

1,3 Kg de batatas Ouro Yukon médias (cerca de 7 cm de diâmetro)
200 g de bacon (cerca de 6 fatias) cortadas ao meio no sentido do comprimento, e depois transversalmente em pedaços de 1,2 cm
2 colheres de sopa de azeite
1/2 xícara de queijo parmesão finamente ralado (ralo pequeno – 3 mm – em forma de lágrima)
2 dentes de alho finamente picado
1/4 xícara de salsa picada, sal e pimenta do reino

PREPARO

Pré-aqueça o forno a 220° com o rack na posição mais baixa.
Cubra as batatas com água fria abundante em uma panela grande (4 litros) e adicione uma colher de sopa de sal.
Leve a ferver e cozinhe com a panela parcialmente tampada até que as batatas estejam apenas tenras quando perfuradas com uma faca afiada pequena (cerca de 12 minutos após fervura).
Escorra, deixe esfriar, descasque e corte ao meio transversalmente.
Cozinhe o bacon em uma frigideira de 30 centímetros em fogo médio mexendo sempre até estar cozido, mas ainda flexível.
Escorra em papel absorvente e reserve a gordura na frigideira.
Unte uma assadeira rasa e grande (25 por 38 cm) com o azeite e a metade da gordura do bacon reservada.
Polvilhe as batatas com 1/2 colher de chá de sal e 1/4 de colher de chá de pimenta.
Organize na assadeira com os lados cortados para baixo.
Asse até as bordas inferiores ficarem douradas (de 30 a 35 minutos).
Reduza a temperatura do forno a 190°.
Vire as batatas e polvilhe com o queijo, o bacon e o alho e regue com o restante da gordura (se estiver endurecida, aqueça rapidamente em fogo médio).
Asse até o queijo derreter (cerca de 15 minutos). Polvilhe com salsa.








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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

os dois: criatividade

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clique para aumentar



para mais tirinhas clique no marcador "os dois"

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Improvável

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Cavalo-marinho pigmeu, Hippocampus bargibanti
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Alguns milhões de anos de evolução é condição suficiente para converter uma improbabilidade numa quase certeza.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Haikai

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ando pelas horas,
perambulando e mastigando o tempo
da pasta amolecida, fabrico a vida...

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Um poema a vida, outro a morte


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Roll the Dice
(Bukowski)

If you’re going to try, go all the way. otherwise, don’t even start.
Se você vai tentar, então vá com tudo. senão, nem comece.

this could mean losing girlfriends, wives, relatives, jobs, and maybe your own mind.
isso pode significar perder amigos, mulheres, parentes, trabalhos… e até a própria cabeça.

it could mean not eating for three or four days.
talvez você fique sem comer por três ou quatro dias.

it could mean freezing on a park bench.
talvez congele no banco de uma praça.

it could mean jail.
ou pode até ir para a cadeia.

it could mean derision.
ou ser desprezado.

it could mean mockery.
ou escarnecido.

isolation.
isolado.

isolation is the gift. all others are a test of your endurance.
e o isolamento é o melhor. o resto é que a prova da sua teimosia.

of how much you really want to do it.
sobre o quanto realmente deseja.

and you’ll do it, despite rejection and the worst odds. and it will be better than anything else
e você fará!, apesar da rejeição e do pior dos estorvos. e será melhor que qualquer coisa

you can imagine.
que você possa imaginar.

if you’re going to try, go all the way.
se você vai tentar, então vá com tudo.

there is no other feeling like that.
não há sensação parecida.

you will be alone with the gods and the nights will flame with fire.
você estará a sós com os deuses e as suas noites serão intensas.

you will ride life straight to perfect laughter.
e a vida o levará direto ao gozo perfeito...

its the only good fight there is.
eis pelo quê vale a pena lutar!

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Do not stand at my grave and weep
(Katherine Jenkins)


Do not stand at my grave and weep,
Não chore à beira do meu túmulo

I am not there; I do not sleep.
Eu não estou lá, eu não estou dormindo

I am a thousand winds that blow,
Eu sou os mil ventos que sopram,

I am the diamond glints on snow,
Eu sou o diamante brilhando na neve

I am the sun on ripened grain,
Eu sou o sol refletido no ouro do trigo

I am the gentle autumn rain.
Eu sou a boa chuva de outono.

When you awaken in the morning’s hush
Quando você acordar no silêncio da manhã

I am the swift uplifting rush
Eu estou na revoada ligeira

Of quiet birds in circling flight.
E serena, das aves, em espiral

I am the soft star-shine at night.
E à noite,
Estou no brilho calmo das estrelas.

Do not stand at my grave and cry,
Não chore à beira do meu túmulo

I am not there; I did not die.
Eu não estou lá, eu não estou morto.

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Tradução livre do blog

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Update 18/10/12, correção:

"Os dois poemas são lindos... Mas o Do Not Stand At My Grave And Weep é da Mary Elizabeth Clark, que mais trade ficou Mary Elizabeth Frye, depois do casamento. A Katherine Jenkins fez uma música dele..." Janaína, nos comentários.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Analogia do gato preto

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FILOSOFIA é como estar em uma sala escura procurando um gato preto.

METAFÍSICA é como estar em uma sala escura procurando um gato preto que não está lá.

TEOLOGIA é como estar em uma sala escura procurando um gato preto que não está lá e gritar: "Achei!”

CIÊNCIA é como estar em uma sala escura procurando um gato preto com uma lanterna.

Anônimo


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sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Amigo da Onça

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O Amigo da Onça, personagem criado por Péricles de Andrade Maranhão
para uma charge publicada pela primeira vez na revista O Cruzeiro de 23 de outubro de 1943
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A propósito do Dia do Amigo, esta é a anedota que teria dado origem à expressão "Amigo da Onça", que por sua vez inspirou o cartunista Péricles a criar seu famoso personagem:

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Dois caçadores conversam no acampamento:

— O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?

— Ora, dava um tiro nela.

— Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?

— Bom, então eu matava ela com meu facão.

— E se você estivesse sem o facão?

— Apanhava um pedaço de pau.

— E se não tivesse nenhum pedaço de pau?

— Subiria na árvore mais próxima!

— E se não tivesse nenhuma árvore?

— Sairia correndo.

— E se você estivesse paralisado pelo medo?

Então, o outro, já irritado, retruca:

— Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Sentido da Vida

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clique e aumente

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No primeiro dia, Deus criou o cão e disse: "Sente-se durante todo o dia junto à porta da sua casa e ladre para quem entrar ou passar em frente. Para isso eu lhe darei uma vida útil de 20 anos". O cão disse: "Isso é muito tempo para ficar latindo. Que tal apenas 10 anos e lhe devolvo os outros 10?” Deus concordou.

No segundo dia, Deus criou o macaco e disse: "Entretenha as pessoas com macaquices e faça-os rir. Para isso, eu lhe darei uma vida útil de 20 anos". O macaco disse: "Fazer macaquices durante 20 anos é muito tempo. E se eu lhe devolver 10 como fez o cão?" E Deus concordou.

No terceiro dia, Deus criou a vaca e disse: "Você deve trabalhar nas plantações durante todo o dia debaixo do sol, ter bezerros e produzir leite para sustentar a família do fazendeiro. Para isso lhe darei uma vida útil de 60 anos". A vaca disse: "Esse é o tipo de vida que você quer que eu viva durante 60 anos? Que tal cerca de 20 e eu devolvo 40?" E Deus concordou novamente.

No quarto dia, Deus criou o homem e disse: "Coma, durma, brinque, acasale e desfrute a vida. Para isso eu vou lhe dar 20 anos". Mas o homem disse: "Apenas 20 anos? Você poderia me dar esses 20, mas 40 que a vaca devolveu, mas os 10 do macaco e os outros 10 do cão totalizando 80 anos, que tal?" "OK", disse Deus, "você é que está pedindo..."

Por isso que nos primeiros 20 anos nós comemos, dormimos, brincamos e nos divertimos. Nos próximos 40, trabalhamos como escravos de sol a sol para sustentar a família. Nos outros 10 fazemos macaquices para distrair os netos. E nos últimos 10 sentamos na varanda e latimos para todo mundo.

Este, meu povo, é o sentido da vida. Agora você já sabe.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Um olhar cético sobre a sexta-feira 13


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12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus, 12 signos do zodíaco, 12 unidades em uma dúzia. Belo número esse 12, o Completo! E que na sua quintessência acabou por menoscabar seu sucessor, o pobre 13, à pecha do azar. E quando o 13 encontra a sexta-feira, o dia em que mataram o Galileu (e no qual eu ressuscito toda semana, mas essa é outra novela), aí senta que lá vem história.

Se não me falha a Wikipédia, além da combinação entre as más famas do 13 e da sexta-feira, um incidente dramático teria ocorrido neste tal dia de modo a justificar sua sinistra reputação. Em 13 de outubro de 1307 – uma sexta-feira, naturalmente – depois de cairem na ilegalidade por determinação do Rei Filipe IV da França, os membros da Ordem dos Templários foram presos, torturados e mais tarde executados por heresia. Para os cavaleiros templários esse dia foi, certamente, de muito azar.

Mas todo esse nariz de cera é apenas para lançar um pouco de luz sobre o gato preto. Com efeito, a probabilidade de ocorrer um golpe de azar é a mesmíssima para o golpe de sorte. A saber: meio a meio, 50-50, fifty-fifty, um ou outro. E a ocorrência de um ou de outro, posto que o contrário é a calmaria, enverga a mesma candura do “cálculo” anterior: é sim ou é não. Sorte e azar são nomes e apenas nomes inventados para se referir aos eventos bons ou ruins que todos, sem exceção, do Papa ao Demóstenes Torres, estão sujeitos em todos e quaisquer momentos da existência. Em decorrência, um golpe de má sorte numa sexta-feira 13 obedece à mesma lógica: é imprevisível, incalculável e absolutamente casual como em qualquer outro dia da breve existência de cada um.

Mas, já que se falou em probabilidade, não custa exercitar um pouco das habilidades matemáticas de um sujeito que passou em Bioestatística com MM, o equivalente ao 5,0 de 0 a 10. Visando sobretudo ao bem estar do parascavedecatriafóbico, calculemos a probabilidade da ocorrência de uma sexta-feira 13, esta sim sujeita à experimentação e previsibilidade que caracterizam as Ciências Exatas:

Probabilidade de um dia 13 ser sexta-feira:

1/7 = 14,2857%

Probabilidade de uma sexta-feira ser dia 13:

12/365 = 3,2877%

Probabilidade de um dia ser sexta-feira 13:

1/7 x 12/365 = 0,4697% 

Menos de meio por cento! Muito baixa, portanto. Então, deixa o gatinho preto em paz e respira fundo que passa logo e a próxima demora. De resto, e que me perdoem os crédulos, da minha parte considero que o azar está para a sexta-feira 13 assim como o pé de feijão do conto de fadas está para a Botânica. Ou como o chifre do unicórnio está para a Zoologia. Ou ainda como o bom político está para Brasília.

(a imagem roubei dela)
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ficaram as cinzas...

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Ficaram as cinzas...

Como um caso de duplo assassinato foi tratado como crime passional e, dezesseis anos depois, ainda não foi inteiramente sollucionado.

Há 16 anos, em 23 de junho de 1996, Paulo César Siqueira Cavalcante Farias, o PC, era morto na sua casa de praia em Guaxuma, litoral de Maceió. Versão da polícia de Alagoas, corroborada pelos federais e pela mídia em geral: crime passional. PC Farias teria sido morto por sua namorada, Suzana Marcolino, que se matara em seguida com um tiro no peito. PC deporia, dias depois, na CPI que investigava as relações entre empreiteiras e doleiros com o governo do ex-presidente Collor de Mello, hoje senador da República.

Como tesoureiro de campanha de Collor, Paulo César Farias conhecia profundamente o esquema de corrupção que conduziria ao impeachment do "caçador de marajás". PC era responsável pelos contatos com doleiros e empreiteiros, bem como pela movimentação de dezenas de contas em paraísos fiscais, abastecidas com o dinheiro sujo da corrupção instalada no governo Collor... hoje senador da República.

A versão do crime passional, sustentada pelo legista Fortunato Badan Palhares e defendida pelo irmão da vítima, Augusto Carvalho, é então desmontada por investigações paralelas respaldadas em laudos de peritos independentes e depoimentos de testemunhas. Com os novos elementos, Ministério Público e Judiciário de Alagoas convocam uma junta de peritos e legistas para reexaminar o caso. Ao final das investigações, é descartada a versão do crime passional. Augusto Farias, irmão do tesoureiro de campanha do atual senador Fernando Collor, é denunciado pelo Ministério Público como mandante do crime. Oito funcionários de PC, inclusive quatro seguranças pertencentes aos quadros da Polícia Militar de Alagoas, são denunciados como executores.

O processo contra Augusto Farias é arquivado por falta de provas. Quatro seguranças são indiciados e conduzidos a Júri Popular, mas recorrem ao Supremo Tribunal Federal. Em junho de 2011, quinze anos após o crime, o STF decide pelo Júri Popular. De acordo com a 8ª Vara Criminal de Maceió, o julgamento de Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva está na pauta, mas não foi marcado até o momento.

(Enquanto isso, no Senado da República...)









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Para saber mais sobre “tragédias” e “maldições” que rondaram o processo de impeachment do ex-presidente Collor, indico: A ''maldição'' da era Collor.

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sábado, 2 de junho de 2012

Cachoeira... de risos

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No dia 7 de julho, às 09:12, Cláudio Abreu conta a Cachoeira que “o JR” quer falar com ele.

Cachoeira: “Quem que é JR?”
Cláudio: “PJ, né amigo.”
Cachoeira: “PJ?”
Cláudio: “Pole.”
Cachoeira: “O quê?”.
Cláudio: “Policarpo, porra.”
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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Fantasmas do nazismo estão de volta

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Em vários países, inclusive nos que fizeram parte do bloco soviético, grupos saudosistas de Hitler e direitistas em geral ganham visibilidade e espaço institucional.

Por Mário Augusto Jakobskind

Na Europa, que atravessa uma grave crise provocada pelas regalias concedidas ao capital financeiro, avança uma onda direitista que não se resume no crescimento eleitoral dos partidos de direita, como, por exemplo, na França, onde Marine Le Pain, filha de Jean Marie Le Pain, credencia-se a disputar a eleição presidencial e segundo as pesquisas já contaria com mais de 15% da preferência dos eleitores.

A onda de direita se alastra em países onde vigorava depois da II Guerra Mundial o regime socialista, para alguns historiadores e analistas marxistas, “de caráter burocrático e imposto pela ponta das baionetas” do país que foi decisivo na derrota do III Reich nazista de Adolf Hitler.

Pois bem, já se passaram mais de 20 anos do fim da União Soviética e o desmantelamento dos regimes socialistas da Europa Oriental. Quando a bandeira soviética desceu o mastro em dezembro de 1991 e os países considerados satélites optaram pelo retorno do modo de produção capitalista, o mundo saudou efusivamente o início do que consideravam uma “nova era”. Em 1997 este jornalista, circulando em Varsóvia, capital da Polônia, testemunhou ainda o clima de euforia pelo fim do regime socialista. Conversando com um mendigo na área da Cidade Velha de Varsóvia ao ser perguntado o que achava da “nova era”, o cidadão polonês respondeu sem pestanejar: “agora sou livre”.

Em 2012, a “nova era” trouxe de volta uma série de fantasmas dos anos 1930 que se imaginava sepultados pela história. Em vários destes países, inclusive em ex-repúblicas soviéticas, símbolos do nazismo estão de volta e adquirem até componentes oficiais. É o caso da ex-república soviética da Estônia, hoje um país independente, por sinal pela primeira vez em sua história. Por lá, o Parlamento tem programado aprovar neste mês de março, com ampla maioria, a concessão do título de “lutadores da liberdade” aos membros da “legião SS” estoniana que na II Guerra Mundial combateu ao lado de Hitler contra os soviéticos. O fato vem sendo lembrado há anos pelos veteranos estonianos da SS, aproximadamente 12 mil homens, que glorificam sua participação na guerra, em atos oficiais aos quais convidam ex-SS e jovens neonazistas de outros países. Agora, os combatentes serão reconhecidos oficialmente como “lutadores da liberdade”.

Mas o retorno ao passado não se limita a Estônia. Na região ocidental da Ucrânia, os combatentes da divisão “Galizia” das SS realizam atos públicos saudando a participação na luta ao lado das forças nazistas. Depois que a Ucrânia deixou de ser república soviética, os nazistas saíram do armário e aparecem em público com sessões nostálgicas dos tempos em que colaboravam com as forças de Adolf Hitler.

SAUDOSISMO

Na Europa Ocidental, mais precisamente em Budapeste, a capital da Hungria, nos dias atuais, grupos de ultradireita da Alemanha, Eslováquia, Bulgária e Sérvia, também nostálgicos do nazismo, reúnem-se a cada 11 de fevereiro, para comemorar o chamado “dia de honra”. A jornada recorda o fim da batalha pela cidade, na qual um exército de 100 mil soldados alemães e húngaros, cercados por soviéticos, manteve posição durante 52 dias, em 1945.

Na convocatória deste ano, os simpatizantes do nazismo hoje com livre trânsito na região assinalavam que “o ocidente se defendeu das ondas vermelhas das estepes da Ásia com um imenso tributo de sangue e heroísmo”.

Vale recordar que o glorificado cerco de Budapeste teve como consequência a aniquilação de grande parte dos judeus que ainda permaneciam na cidade, nas mãos dos húngaros aliados do II Reich. E agora, os pró-nazistas, também conhecidos como neonazistas, avançam no bojo da ultradireita.

Na Lituânia, outra ex-república soviética e hoje um país independente, o fenômeno não é diferente. Nos livros de história destinados aos estudantes, ou seja, à nova geração, praticamente desapareceu o registro da aniquilação de 195 mil dos 220 mil judeus locais, entre 1941 e 1944, ou seja, 95% desse grupo étnico.

Os lituanos preferem lembrar apenas dos seus 30 mil compatriotas deportados para a Sibéria em 1941 e as execuções de um número incalculável de colaboracionistas no nazismo. Para o jornalista alemão William Totok, “em muitos países do antigo bloco oriental está se abrindo um caminho para uma versão unilateral da História construída sob medida pela ultradireita”. No tempo de vigência do socialismo, que se extinguiu no final dos anos 1980 e no início dos anos 1990, os nazistas que agora agem livremente eram reprimidos e impedidos de se mostrar. Mas, na primeira oportunidade, voltaram com toda a força e não têm provocado tanta indignação como se esperava dos segmentos democráticos.

Por iniciativa do ex-premier tcheco Václav Havel, recentemente falecido, e outros dissidentes anticomunistas do antigo bloco oriental, foi elaborada a chamada “Declaração de Praga”, em junho de 2008, abrindo espaço para que muitas tendências internas, nesses países, equiparassem nazismo e comunismo. A União Europeia bateu palmas à iniciativa. No espírito da “Declaração de Praga”, o governo da Romênia prepara uma lei que proíbe atos públicos que “propaguem ideais totalitárias, ou seja, fascistas, comunistas, racistas ou chauvinistas”. Na República Tcheca, o Partido Comunista está ameaçado de cair na ilegalidade pela mesma ideia.

Quanto a Polônia, em dezembro do ano passado, ocorreu um fato sintomático. O jornalista polaco Kamil Majchrzak, redator do Le Mond Diplomatique, pediu, durante uma conferência que proferiu em Berlim, para não ser fotografado, pois estava ameaçado pela extrema direita do seu país.

Na Hungria, os membros do ex-Partido Comunista, muitos deles agora no Partido Socialista, poderão ser perseguidos judicialmente por “delitos comunistas” cometidos antes de 1989, de acordo com as novas normas introduzidas pelo governo Viktor Orban.

A Hungria é objeto de preocupação por dirigentes europeus. Orban vem sendo agora acusado de adotar medidas totalitárias. Não é de hoje que seu governo vem restringindo a democracia com medidas e projetos que atentam contra a liberdade de imprensa ou a divisão de poderes. Mas corria tudo bem para a União Europeia, que só se manifestou depois que o governo húngaro anunciou medidas como a mudança do sistema fiscal, a nacionalização dos fundos privados de pensões, a concessão, ao Parlamento, do direito de veto sobre a legislação europeia e, a submissão do Banco Central ao controle direto do governo.

(Artigo publicado na Revista Caros Amigos nº 180, março de 2012, página 38.)
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“Auschwitz, que Auschwitz? O que é que se passou?
Eu não fui lá. Você foi?”, Nikos Mihaloliakos,
líder do Aurora Dourada.
Atualização do blog:

No último dia 6 de maio, nas eleições da convulsiva Grécia, o “Berço da Democracia Ocidental”, o partido nazifascista Aurora Dourada obteve 6,9% dos votos e conquistou 21 cadeiras no Parlamento. Novas eleições estão marcadas para o dia 17 de junho, uma vez que não houve acordo entre lideranças para a formação de um governo de coalizão. Pesquisas para o novo pleito indicam que o partido de extrema-direita conta com 4,2% das intenções de voto.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Freud e a Biodiversidade

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Hoje, 22 de maio, é Dia Internacional da Biodiversidade. Biodiversidade é um conceito ecológico que representa o conjunto de toda a variedade e variabilidade de organismos vivos, desde faunas e floras até microrganismos, compreendendo ainda a complexidade de genes de cada espécie, a diversidade de espécies de cada população natural, e a diversidade de interações entre as espécies nos ecossistemas, diversos também. A data foi escolhida pela Organização das Nações Unidas – ONU em função da aprovação, em 22 de maio de 1992, do texto final da Convenção da Diversidade Biológica (Convention of Biological Diversity).

(Breve parêntese: a Convenção da Diversidade Biológica possui 193 signatários, dos quais 168 já a ratificaram, inclusive o Brasil, país com uma das maiores biodiversidades do mundo – mas, também, segundo o MMA, com uma lista de 627 espécies reconhecidamente ameaçadas de extição.)

O objetivo do Dia Internacional da Biodiversidade é despertar ou intensificar a consciência, individual ou coletiva, sobre a necessidade da preservação das espécies e de seus habitat naturais. Apesar do relativo desinteresse de alguns governos – e absoluta insensibilidade de muitas corporações – iniciativas desta natureza vêm produzindo resultados positivos. Ao menos entre a maioria das pessoas, sobretudo entre os mais jovens, já é notável a mudança de paradigma com relação ao respeito à natureza. Para comprovar isso, basta lembrar o sucesso que fazia um estilingue há vinte, trinta anos ou mais, e o seu decorrente fracasso como objeto de desejo da molecada.

Também entre alguns intelectuais, acadêmicos e, em menor escala, políticos, especialmente aqueles de alguma forma vinculados às ciências naturais, a sensibilidade à causa é também digna de nota. Mas nem sempre foi assim. Nos tempos do estilingue e da arapuca, na “era de ouro” das monarquias que se precipitavam majestosas ao “nobre esporte” das caçadas (é certo que ainda há o anacronismo régio dos caçadores de raposas e elefantes), naqueles tempos em que o homem ainda se via como inexorável e absoluto senhor da natureza, naqueles mesmos dias, Sigmund Freud, no seu O Mal-estar na Civilização, escreveria o que se segue:

“(...) Percebemos o alto nível cultural de um país quando vemos que nele se cultiva e adequadamente se providencia tudo o que serve para a exploração da Terra pelo homem e para a proteção dele frente às forças da natureza; em suma, tudo o que lhe é proveitoso. Em tal país, os rios que ameaçam inundar as terras têm seus cursos regulados, e suas águas são conduzidas por canais até os lugares que delas necessitam. O solo é cuidadosamente trabalhado e plantado com a vegetação que lhe for apropriada, os tesouros minerais das profundezas são extraídos com diligência e usados na fabricação dos instrumentos e aparelhos necessitados. Os meios de transporte são abundantes, rápidos e confiáveis, os animais selvagens e perigosos se encontram exterminados, e prospera a criação daqueles domesticados.” (Sigmund Freud, O mal-estar na civilização, Penguin & Cia das Letras, página 37)
Pois bem, pense a respeito.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Evolução e seus equívocos (II)

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Evoluídos ou adaptados: o equívoco da pretensão

Na última postagem, o blog discorreu sobre um equívoco muito comum quando o tema é evolução humana: a ideia enganosa de que o homem “veio do macaco”. A certa altura do texto, o uso da expressão “maior complexidade das características humanas” em vez de “características humanas mais evoluídas” para comparar humanos e símios não é casual, tampouco mera pretensão retórica. Chamar uma espécie de mais ou menos evoluída que outra é uma imprecisão. Duas espécies são, apesar da maior ou menor complexidade de características, apenas diferentes. Por exemplo, se fosse correto afirmar que “o macaco não é tão evoluído quanto nós por não ter cérebro desenvolvido” seria também correto dizer “que não somos tão evoluídos quanto os elefantes porque não temos tromba”.

A rigor, definir uma espécie como mais “evoluída” que outra não é sequer possível. Além da carga de subjetividade do conceito “evoluído”, é necessário levar em conta a alta complexidade da própria Evolução: longe de ser linear, ou ascendente, ou com "degraus evolutivos", o processo é ramificado e intrincado como os ramos da árvore mais frondosa. O que se costuma fazer – e, perceba, quem “faz” é sempre o ser humano – é eleger uma característica que nos pareça mais interessante, mais “familiar”, para escalonar as espécies naturais dentro de uma pseudo-hierarquia evolutiva.

Para ilustrar, tomemos dois exemplos: o ornitorrinco, um mamífero da Ordem Monotremata, e a samambaia, uma planta da Divisão Pteridophyta.

O ornitorrinco (do grego "focinho de ave"), animalzinho meio pato meio castor que vive na Oceania, é um mamífero muito primitivo. Nessa espécie, diferentemente dos mamíferos ditos “mais evoluídos”, não há os aparatos necessários para gestar e amamentar filhotes. O ornitorrinco (bem como a equidna, único outro representante da Ordem dos monotremados) é um mamífero que não engravida, mas põe ovos; e cujos filhotes não mamam, mas lambem o leite que brota da pele da mãe.

Todavia, há uma característica que representa um significativo avanço evolutivo para esses animais. Seu famoso “bico" é usado para sondar o fundo lamacento de pântanos e lagos e detectar a mais leve emissão de campo elétrico gerado por presas em potencial. O ornitorrinco seria, portanto, a se tomar como referência o critério do “bico sensorial”, o animal “mais evoluído” da face da Terra.

Mas, se é dotado de um avanço tão notável, por que o animal manteve outras características tão primitivas? A resposta é simples: a forma primitiva se manteve estável porque não precisou se modificar. O antepassado do ornitorrinco se adaptou tão bem ao seu meio ambiente, ainda que com estruturas reprodutivas “pouco evoluídas”, mas com uma estratégia de caça “muito evoluída”, que pouco precisou se modificar ao longo de milhões anos.

E a samambaia, essa plantinha decorativa hoje tão comum nas casas quanto era nas florestas de... 300 milhões de anos de atrás!? Mas, antes de revelar o quanto a samambaia pode ser “evoluída”, uma questão preliminar: "Por que é tão comum pensar que os animais são mais evoluídos que os vegetais?" Não por outra razão senão pelo fato de que os animais são mais próximos da “espécie ideal”, o ser humano – claro, “ideal” para nós, seres humanos. Se tomarmos a eficiência como critério para nortear o conceito de evolução, são os vegetais os mais evoluídos, pelo menos no aspecto da nutrição. Vegetais não precisam caçar, coletar, plantar ou colher, tampouco se sujeitar aos riscos e ao gasto de energia que essas atividades representam. Vegetais produzem com uma eficiência inigualável o próprio alimento. E sem fadiga, sem dor, sem sofrimento... Mas, voltando à samambaia, que não produz sementes nem frutos nem flores como suas primas distantes, as angiospermas, e que está aí pelo planeta há pelo menos 300 milhões de anos. Se o critério escolhido para reger o conceito de evolução for a sobrevivência, a samambaia não é um sucesso?..

Para se ter, portanto, uma noção comparativa entre a evolução de duas espécies, ou de dois grupos, em vez de se usar a expressão “mais evoluída”, é preferível utilizar “mais adaptada”. E em termos de adaptação, aliás, nós, os primatas, somos um fracasso se comparados, por exemplo, aos insetos. Insetos representam dois terços do total de espécies de animais descritas. Seus atributos – a produção de milhões de ovos, o tamanho reduzido, o voo, a metamorfose... – permitiram que eles se espalhassem por todo o planeta sob a forma de mais de um milhão de espécies. E aí estão eles até hoje.

Evoluídos, todos nós seres vivos somos. Desde a mais simples bactéria – que está por aí há mais de um bilhão de anos! – até o recentíssimo Homo sapiens – que existe como espécie apenas há cerca de 100 mil anos (datação controversa: há os que defendem 200 mil e os que admitem 50 mil) – cada ser vivo tem a sua própria história natural. Ao longo dessa história, e pelos auspícios da evolução biológica, cada espécie é provida de estruturas mais ou menos complexas. A chave é a adaptação ao ambiente, cujo maior ou menor sucesso definirá seu tempo de permanência aqui, neste “pálido ponto azul”.

Aliás, tomando nosso atributo exclusivo, a capacidade de raciocínio lógico-matemático, que nos coloca em posição de destaque em relação aos demais seres vivos – não porque somos “mais evoluídos”, mas pelo sucesso adaptativo decorrente desse atributo – algumas questões podem ser suscitadas: (notem-se bem as perguntas que não se referem ao “indivíduo”, mas à “espécie”)

- Somos, de fato, a “espécie dominante” do planeta?

- Seremos bem sucedidos como a samambaia, o tubarão ou o crocodilo em termos de sobrevivência da espécie?

- O raciocínio lógico-matemático, decorrente do desenvolvimento exagerado, quase aberrante, do córtex cerebral humano, é realmente vantajoso para a espécie?...

...mas esse é um assunto para a próxima postagem.

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